A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 01/09/2020
No livro ‘‘Utopia’’, de Thomas Mores, retrata uma sociedade imaginária ausente de conflitos, equilibrada e feliz.Na realidade brasileira, as coisas não são bem assim, a violência é algo presente no nosso dia a dia, práticas de justiça com as próprias mãos tem sido um problema na comunidade.Desse modo, observa-se que a justiça nacional reflete um cenário desafiador, seja a partir da falta de ação do Estado, seja pela alienação social.
De maneira análoga à primeira lei de Newton, a qual afirma que um problema tende a permanecer problema caso uma força resolutiva não lhe seja aplicada.Nesse sentido, uma população que não tenha um Estado que aplique as ações necessárias para resolver um conflito, faz-se ela mesma.Uma prática realizada desde a Idade Antiga, ‘‘olho por olho, dente por dente’’, é comum ser vista atualmente,onde um determinado grupo de pessoas são vistas batendo em uma pessoa que cuja possa ser o ‘‘criminoso’’,entretanto, nem sempre é a pessoa certa, podendo então, machucar pessoas inocentes.
Ademais, vale ressaltar a banalidade do mal de Hannah Arent, a qual afirma que, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade para de vê-la como errônea.Com isso, a propagação do ódio de fazer justiça com as próprias tornou-se algo normal e aceitável.A padronização de ações como essa, fazem com que crianças e adolescentes tomem para si que é a maneira certa de fazer justiça, perdendo assim, o senso político.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver essa problemática.Tendo em vista os aspectos apresentados, faz-se necessário que, o governo atue colocando mais policiais nas ruas, prendendo não só os ‘‘justiceiros’’, mas também os verdadeiros criminosos.Além disso, as escolas devem fazem palestras conscientizando os jovens sobre a verdadeira justiça e fazerem pensar por eles mesmo.Logo, em médio ou á longo prazo, o impacto dessas ações e a coletividade, poderá chegar um pouco perto da Utopia de More.