A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 19/08/2020

Na antiguidade foi criada e aplicada a Lei do Talião, em que era olho por olho e dente por dente. Dessa forma, desenvolveu-se uma sociedade vingativa e de resolução do seu próprio meio. Assim funciona a sociedade brasileira, onde a justiça e leis são falhas, selecionando os privilegiados e atiçando a população a tomar suas medidas privativas, não tornando-se as melhores.

Em primeira análise, segundo Hannah Arendt, há uma banalização do mal na sociedade, principalmente no Brasil, onde o indivíduo realiza uma ação sem questionar. Com isso, discursos de ódio são disseminados, como um ser humano tirando a vida de outro e a população pedindo a morte do assassino, com a frase popular de “bandido bom é bandido morto”. Nesse contexto, vive-se o fazer “justiça” com as próprias mãos, uma forma de aliviar as iniquidades cometidas pelo poder judiciário do país, acontecendo muita das vezes com esse poder popular, o linchamento.

Em última análise, é possível notar a desigualdade que esse ramo estatal emana na vida dos cidadãos, pois encontra-se principalmente nesse contexto da desigualdade social. De forma que, ao observar a quantidade de pessoas em cárcere privado, de pessoas mortas nos linchamentos ou até de pessoas que são apontadas por crimes que sequer cometeram são negras e em vulnerabilidade social. Por conseguinte, a justiça falha principalmente com esses indivíduos, que na sua maioria utilizam das mãos para vingar os crimes cometidos por outros.

Portanto, é nítido que a sociedade vem decaindo de acordo com que a justiça decai. Logo, o Governo juntamente com o Ministério da Justiça devem por meio de redes sociais e palestras informar a população da gravidade e penalização de qualquer tipo de crime e através de julgamentos e audiências reconhecer suas falhas e trazer uma justiça parcial à todos. Para que assim, haja uma certa paz na sociedade e não seja necessário que a população intervenha em qualquer crime.