A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 31/08/2020
“Olho por olho, dente por dente”: O problema da falta de efetuação da justiça.
A pratica da justiça com as próprias mãos tem data á um período arcaico da sociedade. Um dos registros notáveis de tal se deu em forma do Código de Hamurabi, o primeiro registro de uma Lei Escrita, que pregava o modelo de “olho por olho, dente por dente”. Mas ao contrário do Código De Hamurabi, a justiça com as próprias mãos vai muito mais além do modelo de “Justiça”, e tem bases na formação pessoal do indivíduo.
Este modelo de se fazer justiça é um modelo não saudável, pois prega o conceito de vingança. Este sentimento é daninho, ao não utilizar conceitos modernos de ética nem valores morais. A vingança é um sentimento que não contribui na evolução pessoal do indivíduo, e nem da sociedade. Pois ao se vingar, você pode prejudicar a integridade do próximo e de seus relativos, além da própria.
O índice de tal pratica também pode ser considerado um indicador que mostra a falta de formação educacional e ética do indivíduo, pois aquele executa a vingança é usualmente aquele que não pensa nas repercussões que seu ato pode ter no próximo, nem as repercussões que terá em sua própria vida. Por isso, ao olhar ao caso da justiça com as próprias mãos, também temos que ter em mente as raízes educacionais que tal problema representa.
O Brasil é um dos países que possuem uma alta desigualdade de renda e uma diminuição considerável no acesso à educação para cada patamar econômico. Isto ainda é somado à baixa eficácia na manutenção da legislação pelas forças policiais. Resultando no não seguimento da lei pelas parcelas menos privilegiadas do pais.
Já que não existe a presença efetiva de uma lei nas partes mais pobres do país, é natural ao ser humano se adaptar ao seu entorno, resultando assim no estabelecimento de um tipo de código indireto de conduta nas comunidades. Aquele codigo que induz o princípio do “Olho por olho, dente por dente” ou também chamado do ato de fazer justiça com as próprias mãos, e acontece devido ao estado não fazer seu papel de efetuar a justiça.
Assim a justiça se dá de uma forma desregulada e muitas vezes, não ética. Assim cabe ao estado o papel de regulamentar e impor o código de conduta estabelecido pela lei, para evitar que se faça valer a justiça de uma forma não ética. Por isso para resolver o problema, precisamos aumentar os investimentos em educação e em segurança, assim ensinando bases morais ao indivíduo e estabelecendo o uso das leis éticas de conduta.