A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 20/08/2020

Justiça certa para quem?

Com a crescente urbanização, as cidades foram ganhando uma nova face e uma sociedade foi sendo construída. No entanto, com diferenças entre classes sociais a violência tomou forma na realidade de muitas pessoas, a ausência da justiça impulsionou a criação de milícias que tem como objetivo combater a criminalidade sem necessidade do estado.

O ser humano é influenciado diretamente no meio em que vive, suas ações muitas vezes são realizadas através da emoção e a razão é deixada de lado. Fazer justiça com as próprias mãos nem sempre é o trajeto correto a se seguir, porém a dor de uma perda por uma situação brutal é irreparável, a sede de vingança toma conta e a única coisa a ser feita é a  busca pela punição do responsável. A violência é feita como uma forma de insatisfação das pessoas sobre o sistema, problemas que nunca são resolvidos e vidas perdidas inocentemente.

Desde os primórdios tanto o animal quanto o homem agem por instinto, mas a diferença é que uma seria a lei da sobrevivência e a outra por questões meramente sociais. É fato que quanto mais impunidade do sistema judicial, maior é a vontade de resolver tudo sozinho, a criminalidade aumenta e a insegurança entre as pessoas tomam conta de um cenário que se repete diariamente, tornando-se um ciclo vicioso. Os milicianos são conhecidos como justiceiros, dando o troco na mesma moeda, e a maioria é encontrado em regiões periféricas, visto que, é um local com falta de infraestrutura e grande desinteresse por parte do governo.

Portanto, conclui-se que questões sociais estão diretamente associadas ao comportamento do ser humano, segundo Dalai Lama: “A violência não é um sinal de força, mas um sinal de desespero e fraqueza”. É necessário a melhoria e expansão do acesso à segurança pública, rigorosidade perante as leis e maior investimento no setor judiciário.