A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 20/08/2020

´´Olho por olho, dente por dente``, o código de hamurabi, usado ha milhares de anos ainda é presente nas mazelas do Brasil. Diante disso, é fato que a prática de justiça com as próprias mão seja um crime de retrocesso no plano social. Uma vez que, em função da ineficácia do Estado, bem como a banalidade do mal esse imbróglio ocorre. Dessa maneira, buscar vias para combatê-lo, é a medida que se impõe.

Em primeiro lugar, vale ressaltar, que a replicação da vingança no país, é fruto da negligência estatal. Tal afirmativa é posta uma vez que, segundo o contratualista Rousseau, é dever do estado garantir e cumprir os deveres do povo, inscritos na Constituição de 1988. Contudo, mesmo que o dispositivo legal, em seu artigo v, assegure a proteção a vida, muitas pessoas morrem por mãos que buscam justiça. Prova disso, foi um ocorrido no Rio de Janeiro onde um grupo de vizinhos espancaram uma mulher inocente até a morte, acreditando que ela sequestrava crianças para praticar magia negra. Ora, se o poder público não é firme em suas leis e não cumpre suas obrigações, entende-se o porque dessas mortes ocorrerem. Lutar pelos direitos dos cidadãos, para evitas esses crimes de vingança são  necessários.

Em uma segunda análise, é imprescindível salientar ainda, que esse grave problema social, feito nas mãos de justiceiros, deriva ainda da banalidade do mal.Tal assertiva proposta pela filosofa Hanna Arendt, evidencia que os seres humanos em estado de alienação, banalizam suas ações incoerentes acreditando estarem corretos. Entretanto essas ações podem ser perigosas e chegarem a níveis incontornáveis. Em comprovação disso, em analogia com a literatura no drama de Romeu e Julieta, escrito por William Shakespeare, ilustra como a sede por vingança entre as duas famílias ocasionou a mortes de dois inocentes apaixonados. Assim, medidas cuja proposta seja combater essa cultura, devem existir.

Infere-se, por conseguinte que o costume de fazer justiça por por conta própria deve ser banido com medidas como, maiores eficácias nas leis que protegem a vida e a segurança. Sendo o obviamente, o ministério da justiça, responsável por tal acunha, por meio de fiscalizações, ampliações de policiais militares que estejam a disposição popular. Com a finalidade de banir esse tipo de crime social. Salienta-se ainda, que para evitar que a banalidade do mal ocorra frequentemente, urge medidas de educação social para que evite a alienação e a população adote esse tipo de prática.Somente assim, a negligencia do estado e a banalidade do mal serão amenizadas e o país buscará progredir em suas práticas sociais.