A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 25/08/2020
No período da Mesopotâmia, era prevalente a Lei de Talião, na qual exigia que o agressor seja punido em igual medida do sofrimento que ele causou. Diante disso, em pleno século XXI, muitos brasileiros ainda veem na justiça com as próprias mãos a oportunidade de fazer legalidade. Nesse contexto, percebe-se a configuração de grande problema de contornos específicos, que emerge devido à má influência midiática e a insuficiência governamental, que não garante tais direitos.
Primeiramente, o silenciamento da mídia caracteriza-se como um complexo dificultador para a segurança pública. Sob essa ótica, conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Imerso nessa logística, pode-se observar que os grandes veículos de informação divulgam e sensacionaliza os atos de violência, assim surge como ação ampliadora desta linguagem violenta.
De acordo com o artigo 6 da Constituição Federal de 1988, são direitos sociais a segurança. Sob esse viés, tais direitos não são garantidos na prática, uma vez que o levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança pública, mostra que uma pessoa é assassinada a cada 10 minutos no Brasil. Dessa forma, percebe-se uma irresponsabilidade governamental pelo fato desses benefícios não serem mantidos, porém tais garantias devem ser cuidados em prol da valorização da vida e dos direitos humanos como valores fundamentais.
Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania em parceria com o MEC, desenvolver uma campanha nas redes sociais, por meio de relatos de diversas pessoas que foram julgados por medidas socioeducativas bem como investimento em educação. A fim de reverte o silenciamento midiático e promover tal valorização. Nessa ação, seria pertinente a criação da #nãohájustiçacomaspropriasmãos para ganhar alcance.