A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 21/08/2020

Diante da  ineficácia do Estado em promover a segurança da nação, a insatisfação da população aumenta cada vez mais, e o movimento de fazer justiça com as próprias mãos ganha cada vez mais força. A mesma população que se diz assustada com a violência urbana, defende o linchamento de pessoas que infringiram a lei.

O julgamento de um crime é um processo que deve ser garantido pelo Estado e julgado por profissionais, não é um processo simples, não deve ter envolvido emoções. No momento que a própria população movida pelo ódio, decide fazer a justiça com as próprias mãos, temendo que o Estado não a faça, devido as constantes falhas, ou ainda por considerar o julgamento do estado leve ou ineficiente, enganos são cometidos, podendo levar a morte de pessoas inocentes.

As redes sociais tem importante papel na disseminação do ódio, pois as pessoas ali se sentem seguras, escondidas atrás de um perfil falso, encorajando o linchamento, não só virtual. A justiça brasileira que já é falha, não consegue controlar o real, muito menos o virtual. Com isso cada vez mais esses movimentos ganham força e frequência, entrando em um ciclo de violência sem fim, e sem perceber as pessoas reproduzem o que criticam, a violência.

Diante da insatisfação popular e dos crescentes movimentos de linchamento, o Estado deve assumir seu papel, garantir a segurança das pessoas, aumentando o número de policiais disponíveis para garantir a segurança da população e o numero de rondas principalmente em bairros periféricos. E também deve criminalizar movimentos virtuais que encorajem  linchamentos. O Estado juntamente com a mídia devem criar propagandas contra linchamento e justiça com as próprias mãos, explicando o quanto isso é problemático e falho. E o mesmo deve ser ensinado nas escolas, para desde cedo as crianças não buscarem punir ódio com ódio.