A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 31/08/2020
“Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a viver como irmãos”. Consoante Martin Luther King, ícone americano da busca pela igualdade de direitos civis e humanitários, a ignorância humana diante dos problemas sociais permanece na atualidade. Assim, existem diversos caminhos contra a prática da justiça com as próprias mãos no Brasil, tendo em vista que, a violência é provocada pelo racismo que a vítima é ocasionada, e pelo descaso do governo com a população mais pobre e sem oportunidades.
É fundamental, em primeira análise,o tratamento existencial da sociedade atual. Nesse viés, de acordo com o filme “Os olhos que condenam”, um grupo de jovens negros são acusados de um crime que não cometeram, o estupro. Isto é, o preconceito com pessoas de pele escura está enraizado desde época da escravidão, em que, a cor da pele, é sinônimo de desprezo, maus tratos, sendo assim, então, definido como bandido, ladrão, ou seja, pessoa que pode ser vista como inferior. Desse modo, esse fato, é precursor de ira e vingança da parte da vítima, o que pode acarretar em ainda mais brutalidade.
Ademais, convém ressaltar a desconsideração governamental com quem sofre injustiças e preconceito diariamente. A par disso, a música " Passarinhos" de Emicida, deixa visível o modo de vida de muitos adolescentes negros da sociedade, em que, por falta de oportunidades, não possuem estudos, emprego e qualidade de vida, e assim, escolhem as ruas para morar, tendo como consequência, jovens revoltados que, diante disso, decidem roubar e matar. Logo, com a falta de mecanismos governamentais capazes de modificar esse dilema, urge a necessidade de medidas interventoras.
Portanto, fica explícito que a violência com as próprias mãos é um grave problema que precisa ser combatido. Em vista disso, o Estado , na figura do Ministério da Segurança Pública, deve ampliar e criar setores próprios para pessoas que não possuem recursos e estão em situação de abandono e desprezo por meio do Ministério da Educação, mediante do financiamento público, com a finalidade de disponibilizar abrigos, estudos, trabalhos voluntários, acesso à bibliotecas e uma melhor qualidade de vida, como lazer. Por fim, as universidades, em associação com os municípios, podem criar palestras e eventos públicos de responsabilização social com o intuito de desconstruir preceitos equivocados e instruir a população sobre violência que é causada pelo racismo, para que, as consequências da justiça com as próprias mãos sejam erradicadas.