A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 22/08/2020
De acordo com o romancista irlandês George Bernard, o progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não evoluem. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois, a prática da justiça com as próprias mãos no Brasil carece de mudanças, já que não contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto.
Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para combater o costume de fazer justiça com as próprias mãos. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato reflete não só nos escassos investimentos para maior valorização de leis mais rígidas contra esta prática, como também na falta de aplicabilidade estatal em programas associados aos direitos dos cidadãos e infraestrutura de base jurídica, medidas essas que combateriam a justiça aplicada pelo povo e tornariam o ambiente comunitário mais eufônico.
Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca da cultura de justiça com as próprias mãos, pois, não houve instrução na íntegra, o que torna mais difícil à luta por mudanças. De acordo com o educador Paulo Freire, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele, tampouco a sociedade muda. Sob o mesmo ponto de vista do educador, nota-se que, no Brasil, devido à carência tanto na resplandecência de um senso crítico civil, quanto na base de um aprendizado educacional analítico sobre entraves voltados as ondas de ódio por justiça popular, seu pensamento não é firmado. Isso justifica toda mazela, incompreensão e despreparo social que permeia a atualidade.
Depreende-se, portanto, novas medidas para resolver toda prática de justiça com as próprias mãos no Brasil. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos a respeito do combate aos costumes e mazelas de justiça com as próprias mãos, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, destinados ao público, com materiais de apoio gratuito que ilustre os direitos e deveres perante o poder judiciário. Além disso, representante do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscar o tão sonhado progresso de George B.