A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 30/08/2020
A animação asiática Boku no Hero, em sua segunda temporada, o personagem Iida visa fazer justiça com as próprias mãos ao tentar matar o vilão que feriu seu irmão, toda via sofre ferimentos graves e não consegue derrota-lo. Fora da ficção, parte da sociedade cansada de tantas atrocidades e tenta fazer justiça com as próprias mãos porém é inviável por seus riscos, como se sucedeu com Iida e por não garantir justiça alguma. Dessa forma, é necessário o debate e a conscientização sobre o tema.
A priori, vale citar, que equipamentos de segurança a situações de risco como coletes à prova de balas são escassos no território nacional até mesmo para a polícia conforme pesquisas do portal de notícias G1. Tal fato mostra a carência de recursos aos órgãos de defesa pública e inviabilidade da resolução do problema de crimes no Brasil por meio da luta independente. Dessa forma terão apenas muitas vítimas e pouca satisfação. Consequentemente é necessário garantir segurança geral da população e não arma-la contra seus próprios membros.
Outrossim é importante ressaltar que a justiça é feita pautada nos direitos humanos e todos, independente do crime, possuem direito à vida. Dessa forma, punir criminosos de forma independente não condiz com a declaração universal dos humanos no qual a constituição é pautada. Consequentemente, quebrar uma regra, conforme os ideais do filósofo Immanuel Kant, possibilita quebrar quaisquer outras e à todos é concedido o direito de fazer o que quiser.
Portanto, é necessário que o poder executivo equipe corretamente os profissionais de segurança pública com equipamentos de segurança completos e em bom estado visando melhorar a forma com que atuam e proteger à toda população e garantir também que todos se mantenham em consonância com o poder legislativo.