A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 27/08/2020

‘‘Vim fazer justiça, buscar indenização com seu crime hediondo, justiça com as próprias mãos’’. Esses são fragmentos da música Justiça com as próprias mãos do grupo de rap Facção Central, com isso pode-se fazer uma alusão a realidade brasileira, em que casos de linchamentos vem acontecendo cada vem mais, dominados pela medo e pela impunidade perante a justiça. Sendo assim, faz-se necessário analisar tal cenário a fim de atenuá-lo.

A princípio é relevante pontuar o descrito com o poder judiciário brasileiro, em que não puni de forma justa mediante o que dita a lei os crimes cometidos contra a sociedade cível. De acordo com o filósofo Jhon Lock ’’ o home fa a lei pra o homem e não para a lei’’. Diante do exposto é inadmissível o estado continuar com o devido lapso legislatório frágil e incapaz de punir.

Faz-se mister, ainda, salientar que a onda de vingança popular, são em sua maioria praticadas pela classe menos privilegiada, pois enquanto a classe dominate apela para a segurança privada, a classe dominada ainda luta para que esse direito seja efetivado da forma que a lei assegura plena e desenvolvida. Dessa forma-se faz-se uma alusão ao pensamento do escritor Gilberto Dimens onde cita que nem sempre as leis presentes nos documentos oficiais são de fato cumpridas, desencadeando uma realidade em que os indivíduos são reconhecidos e amparados apenas no papel, desencadeando uma realidade caótica.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para amenizar o impasse. Logo o Poder Judiciário, por meio de verbas governamentais e com profissionais capacitados, deve reformular a acelerar processos de julgamentos, para que com isso a vítima e seus familiares se sintam mais seguros e amparados pelo Supremo Tribunal. Desse modo, a justiça com as próprias mãos citadas pelo banda Facçao Central serão cada vez menos expresso no Brasil.