A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 24/08/2020
A primeira Guerra Mundial trouxe o senso de justiça para as mãos do trabalhador civil. Desse modo, sem preparação psicológica e social o ser humano começou a denomina-se justiceiro dos crimes.Desde então a sociedade não foi a mesma, no Brasil por exemplo, com o sistema judiciário em falência e a falta de policiais na rua o cidadão ver-se desprotegido,e logo encontra no lixamento a única solução para sua segurança.
Em primeiro caso, é incontestável a falha governamental para punir os delinquentes.Isso acontece porque o número de infrações aumenta consideravelmente a cada ano enquanto o sistema carcerário encontra-se em estado de calamidade, com falta de infraestrutura, alimentação e espaço para realocar os presos. Não é a toa então que o Jornal do Amazonas afirmou que no BR o índice de criminalidade aumentou 6% em 2020. Sendo assim,a omissão do estado junto de uma péssima infraestrutura gera uma sociedade que busca fazer justiça com as próprias mãos.
Além disso, não se pode deixar de mencionar a negligência corporativa da policia. Isso decorre da falta de militares preparados e uma frota pequena para a demanda alta de crimes contra o cidadão de bem. Consoante a isso, as pessoas sentem-se pressionadas a defesa com suas próprias possibilidades, o que muitas vezes é um risco porque querem fazer justiça transtornados pelas a emoção. Em razão disso, a advogada e professora Gabriela Priolli afirma que a emoção torna o ser irracional e isso impede o julgamento correto em situações de medo, e apenas os militares tem preparo psicológico para isso. Desse modo, reajustar o número de integrantes na corporação policial é uma obrigação do estado para que o cidadão não busque o lixamento como solução.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para evitar a prática de justiça com as próprias mãos. Em decorrência disso, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Justiça devem, a fim de buscar o fim do lixamento social, investir em construção de novos presídios pelo país que possam como forma de proteção , retirar o infrator das ruas e coloca-los na prisão de maneira mais rápida e eficaz para que ele não corra risco de morte pelos justiceiros sociais. Ademais, deve aumentar o número de policiais nas ruas e em locais de área vermelha para que o cidadão possa pedir socorro ao especialista. Somente assim, a sociedade confiará que a justiça seja feita pelo estado.