A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 30/08/2020

Na antiguidade, a lei do Talião era aquela na qual se baseava a punição, mais conhecida como justiça com as próprias mãos. Atualmente no Brasil, isso ainda acontece, mesmo que exista lei que proíbe tal ato. Em função disso, torna-se imprescindível a análise dos fatores políticos e educacionais.

Em primeira análise, mostra se fulcral o destaque da negligência do Estado diante os casos de pessoas que fazem justiça com as próprias mãos sem o cumprimento da lei e baseada em opiniões próprias, com o objetivo de vingança. Segundo o artigo 345 do Código Penal Brasileiro, é crime fazer justiça com as próprias mãos. Entretanto, por mais que existam diretrizes para garantir a seguridade de todos, ainda é nítida a projeção governamental em inúmeros casos de pessoas cometendo crimes e  violando a lei. Logo, o mais rápido possível, as autoridades devem mudar seu posicionamento.

Além disso, faz-se necessário observar o modo da dimensão cultural da questão, dentro da sociedade, corrobora o óbice. Nesse sentido, como exemplo, Thomas Hobbes definiu que o homem, em seu estado natural, está em constante guerra e violência, cabendo ao governo e à educação salvaguardar a proteção. De maneira análoga, hodiernamente, é evidente que a formação escolar brasileira não trata de forma aprofundada a justiça, devido à existência de outros extensos conteúdos a serem lecionados.  Dessa forma, para que a incidências de justiça com as próprias mãos quando em momentos de revolta diminuam, medidas devem ser tomadas com urgência.

Portanto, é indiscutível a necessidade de se intervir nesse problema, já que é um problema árduo a ser resolvido. Desse modo torna-se dever dos institutos escolares, responsável pela construção pessoal e social do aluno, devem abordar com mais atenção os aspectos da justiça, dando mais aulas de sociologia e história aprofundando assuntos que abordem mais o ideal de justiça e cabe ao Estado deixar mais rígida as leis, para que assim as pessoas pensem antes de cometer um crime, com o fito de reduzir essa infração. Dessa forma, a justiça provocada com as próprias mãos não será mais um problema no país.