A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 29/08/2020
Quem pratica a justiça com as próprias mãos, geralmente, quando não é por vingança, acredita que, de alguma forma, está contribuindo para o fim da impunidade, agredindo, torturando e até assassinando supostos criminosos. Nesse contexto, percebe-se que tal ideologia não é algo novo, vem desde a antiguidade, nota-se isso, por exemplo, com a Lei do Talião. Sendo assim, atualmente, no Brasil, essa prática é responsável por uma série de mortes, além de agressões verbais e ataques em redes sociais, majoritariamente, em casos de acidentes, supostas violências domésticas, estupro e pedofilia, entretanto tais ações começam antes mesmo da apuração do caso ou aparecimento de provas, baseando-se apenas na palavra da autodeclarada vítima, logo, podendo causa, em um inocente, várias sequelas físicas e psicológicas.
Atualmente, analisando o aspecto social e político do Brasil, pode-se entender as motivações para as praticas da justiça com as próprias mãos, sendo estas, principalmente, a negligência do poder legislativo, com a aplicação de leis completamente medíocres, como, por exemplo: pena para crimes de roubo, estupro, homicídio e violência doméstica, mantendo viva a impunidade para os infratores, além do baixíssimo investimento do governo dos estados brasileiros no sistema de segurança pública, dessa forma, sucateando a infraestrutura e, consequentemente, impedindo a atuação da polícia em diversas áreas. Estes fatores, por sua vez, são responsáveis por influenciarem a população a, por conta própria, puniram, muitas vezes de forma violenta, quem jugam ser criminosos.
Entretanto, além das agressões físicas, presentes, maioritariamente, em regiões de periferia, há também os ataques verbais, pessoalmente ou pela internet, esse sendo compartilhado também por pessoas da alta classe social, constituindo-se em difamação da imagem, sanções sociais, xingamentos e ameaças, logo, com isso, fazendo com que o cidadão que está sendo acusado, desenvolva diversos problemas psicológicos, como depressão, síndrome do pânico, entre outros.
Em suma, percebe-se que auto-justiça aparace tanto na forma de agressão física, quanto verbal, podendo gerar sequelas e até a morte de diversos inocentes. Portanto, ações devem ser tomadas pelo MEC, órgão responsável pela formação sistematizada do cidadão, por meio de aulas, palestras e cartilhas, que mostrem, às crianças e adolescentes, o quão prejudicial pode realizar justiça por conta própria, além da atuação de poder legislativo e executivo, com a ampliação das leis, intensificação das penas e uma aumento do investimento na segurança pública, a fim de erradicar a impunidade e reduzir a quantidades de cidadãos que pratiquem a auto-justiça, assim, impedindo que inocentes sofram retalhações por crimes que não cometeram, com isso, melhorando a qualidade de vida dos brasileiros.