A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 31/08/2020

Nas histórias em quadrinhos é deveras comum personagens que exercem o seu próprio código moral e de justiça, cabe como exemplo o Batman, que luta contra o crime à sua maneira. Todavia, a realidade é divergente do ficcional, principalmente no Brasil, uma vez que, a baixa efetividade da lei juntamente com um Estado que elitiza a quem pune, criam um clima de “terra sem lei” e por muitas vezes  o fazer “justiça” é delegado ao cidadão.

Em primeiro lugar, o Brasil demonstra ser um país com baixa efetividade em solucionar crimes. Segundo matéria do site “Correio Braziliense” a taxa de resolução de crimes de homicídio no país é de somente oito por cento, ou seja, uma fração muito pequena dos delitos é resolvido, isso faz com que uma animosidade social seja estabelecida, assim levando aos injuriados a procurarem justiça com as próprias mãos.

Outrossim, percebe-se que a justiça ocorre de maneira elitizada em terras brasileiras, da forma que casos famosos, como o de Thor Batista, milionário, que atropelou e matou um ciclista , foi absolvido por pagar fiança, enquanto a maioria da população carcerária é negra e pobre segundo site da Câmara dos Deputados. Isso geralmente passa a população uma visão de que o Estado é um tirano a serviço das elites, e consequentemente a justiça torna-se “olho por olho”.

Portanto, é evidente que a justiça praticada com as próprias mãos no Brasil tem menos haver com o povo e mais com a superficialidade que o Estado encara as leis e sua notória disparidade entre julgar rico e pobre. Dessa forma, o Ministério da Justiça deve investir nas áreas de investigação, procura e resolução de crimes, e informatizar com novas tecnólogicas de segurança o sistema policial para que tenham maior efetividade em seus trabalhos, de igual maneira o Ministério dos Direitos Humanos deve levar educação social e bolsas de estudos aos mais pobres a fim de afasta-los do crime, assim essa fração da população poderá ter uma chance através da educação de não fazer parte mais das estatísticas prisionais, assim não recorrendo mais as leis da rua , mas sim ao Estado.