A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 01/09/2020
No universo da Marvel, o personagem Frank decide vingar a morte de seus familiares com suas próprias mãos, após ver que a polícia não faria nada pelo seu caso. Fora do mundo das séries, a questão da justiça por pessoas não qualificadas reflete um cenário desafiador, seja em virtude da ineficácia de órgãos de segurança, seja pela morosidade do poder judiciário.
Em primeiro plano, é necessário atentar para o atual cenário dos órgãos de segurança pública do país. Nessa perspectiva, a máxima da escritora Elaine Gaspareto de que “E onde não há justiça, começa a surgir o sentimento de vingança” cabe perfeitamente. Desse modo, pode-se refletir que tal sentimento é fruto da ineficiência dos órgãos de segurança, visto que mais policiais morrem no confronto com traficantes, cerca de 6 mortes por dia, segundo o site Made For Minds.
Entretanto, o problema está longe de ser resolvido. É necessário elementar, também, a demora da decisão final em processos de julgamento no Brasil, segundo dados do Ministério da Justiça um caso de homicídio dura em média 8,6 anos no território brasileiro, contribuindo muito para que o sentimento de justiça com as próprias mãos apareça.
Fazem-se necessárias, portanto, medidas estatais para a resolução do impasse. O Governo Federal deverá, com verba dos impostos, investir mais no preparo de policiais e defensores da lei para uma melhor segurança pública e aplicar tal verba neste órgão que possui relação direta com a justiça com as próprias mãos. Por fim, o Ministério da Justiça deverá, com dinheiro dos impostos, criar uma lei para que os casos levem menos tempo para serem julgados, além disso, deverá também aplicar penas mais severas para todo aquele que vai contra o cumprimento das leis, para que as pessoas vejam de fato que a justiça está sendo feita sem precisar interferir. Destarte, a sociedade será justa e segura para todos os cidadãos.