A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 30/08/2020

De acordo com o filósofo John Locke, o indivíduo em seu estado de natureza acabaria entrando em disputa, então tornou-se necessária a criação de um poder mediador , ao qual todos se submetessem. Apesar disso, muitas pessoas ainda praticam justiça com as próprias mãos no Brasil. Isso ocorre, não só pela ineficiência do Estado em resolver algumas situações, como também pela forma normalizada que a mídia vem tratando algumas situações, como também pela forma normalizada tem tratado a violência na sociedade . Logo, é necessário analisar as causas , assim como as consequências desse fenômeno , para assim revertê-lo.

Em primeira análise , cabe destacar a necessidade do Estado, que conforme disse Locke tem a função de garantir os direitos fundamentais do indivíduo , cumprir seu papel de maneira efetiva. Quando isso não ocorre, seja pela demora dos tribunais em atribuir uma sentença, ou pela atuação ineficaz da Polícia , uma parcela da população sente-se desprotegida e busca, pelos seus próprios meios praticar a justiça. Além de ser crime, indo contra a Declaração Universal dos Direitos Humanos , tal ato corrobora para a formação de uma sociedade agressiva que de forma equivocada sente-se no direito de atuar como juiz.

Em segunda análise, vale ressaltar a influência da grande veiculação de notícias violentas para o agravamento do problema. De acordo com o pensamento do autor Guy Debord, vivemos na sociedade do espetáculo, na qual a maioria dos acontecimentos são reportados de maneira expositiva e promovem um show na intenção de alcançar audiência. Isso fica nítido, quando o telespectador, ao ligar seu aparelho de televisão, o que deveria ser um momento de descontração, torna-se um momento de revolta, pois há um alto índice de tragédias noticiadas a todo momento. Em consequência disso o cidadão cansado de presenciar tanta violência em seu cotidiano, acaba agindo imprudentemente no momento que se depara com uma situação semelhante as noticiadas, o que prejudica a si mesmo, assim como os envolvidos no caso.

Urge, portanto, que o Poder Legislativo , aplique leis mais severas para os casos de violência praticada pelos cidadãos, com o fito de diminuir esses atos e garantir a segurança de todos os indivíduos. Isso será feito, por meio de uma reunião no Senado , na qual também será discutido a necessidade de agilizar os processos de atribuição de sentença . Além disso, o Estado deve criar uma campanha , que será divulgada nas redes sociais dos Ministérios, para estimular o senso crítico do cidadão na hora de assistir os noticiários, frisando a importância de ao invés de agir de forma impulsiva, recorrer a justiça . Espera-se com isso, contribuir para uma sociedade mais pacífica e que acredita na Justiça de seu país.