A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 27/08/2020

Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, mudando-o de percurso, é evidente que desde os primórdios há casos de justiça praticada com as próprias mãos, de forma violenta e sem o devido cumprimento da lei.

Na antiguidade, a Lei do Talião era aquela, na qual se baseava a punição, mais conhecida como justiça com as próprias mãos (olho por olho, dente por dente). Atualmente, o sistema judiciário brasileiro se baseia em outros princípios de julgamento e punição. Porém, devido às grandes falhas nesse sistema, o número de linchamentos à Lei do Talião cresceu, sobretudo também pelo discurso de ódio.

Outrossim, na sociedade, há uma banalização do mal, ou seja, a população o fazem sem questionar. Uma dessas ações é o discurso de ódio, que por sua vez pode tomar proporções drásticas devido a ausência do Estado. Quando se diz que “bandido bom é bandido morto”, claramente nota-se um discurso de ódio movido pela injustiça do sistema jurídico brasileiro, muita das vezes, gerado pela imensa demora dos julgamentos no Brasil.

Fica claro, portanto, que é preciso remediar o problema da justiça com as próprias mãos. E para isso, é necessário a cobrança da população perante seus governantes de maior acessibilidade à justiça e que está seja de fato efetivada, através de manifestações públicas e via internet. Além disso, compete ainda a sociedade, conscientizar os demais sobre as manifestações de ódio, condenando ações violentas tanto no meio verbal como no físico, através das redes sociais.