A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 28/08/2020

Desde o inicio da civilização, o ser humano tem o desejo de querer resolver os problemas ao seu próprio modo. Dessa forma, tem-se o pensamento que a ‘‘justiça’’ deve ser feita com as próprias mãos. Entretanto, esses atos são oriundos da insatisfação com o sistema de justiça do Estado e ligado ao sentimento de indignação temporária devido a inúmeros acontecimentos, e assim aumentando infelizmente ainda mais os casos de violência no Brasil.

Em primeiro plano, a lentidão no sistema judiciário faz com que a população crie um descredito em relação ao julgamentos de crimes, visto que a demora na sentenciação, faz com que criminosos continuem as suas vidas em liberdade, enquanto vitimas são amedrontadas com o crime que foram submetidas.

Ademais, justiça com as próprias mãos é considerado crime no Brasil, de acordo com o art. 345 do Código Penal, com risco de detenção e multa, mesmo assim as pessoas ainda usam da força bruta para tentar uma justiça que acham cabível ao momento como, linchamentos, brigas de rua e as vezes ainda acaba em óbito.

Fica claro, portando, a necessidade de medidas afirmativas afim de erradicar a violência disfarçada de justiça. Cabe aos Fóruns de Justiça, por meio das delegacias municipais, buscar agilizar os processos criminais, afim de sentenciar as pessoas responsáveis pelos crimes cometidos em tempo ágil. Faz-se necessário também a divulgação de programas educacionais, palestras e reuniões que deixe mais claro que os crimes devem ser julgados e solucionados pelo Estado, órgão responsável por isso. Deste modo, acredita-se que a indignação da população poderá ser suprida com o trabalho bem feito da Justiça.