A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 27/08/2020

Se uma pessoa é acometida por alguma injustiça de outra, por que não vingar a sua dor com a mesma moeda? A ação da justiça com as próprias mãos no Brasil é uma prática mais do que recorrente, e apesar desses atos aparentemente ficarem no passado, ainda é muito comum na atualidade. Isso revela um Estado com leis fracas que não educam o povo, por isso, a prática dessa “justiça” deve ser abolida, pois não favorece uma sociedade saudável e justa.

“Tendes ouvido o que foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente.’ Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra.” Diz Jesus ao falar sobre a justiça com as próprias mãos em Mt 5, 38 - 39. Com outras palavras, pode-se dizer, um crime não pode ser apagado com outro crime. Porém, diante de uma Justiça abalada e incompetente, os cidadãos se acham no direito de não tornarem impunes os crimes cometidos; causando, assim, um ciclo de violência e selvajaria.

Com isso, Observa-se uma sociedade educada em contravalores, forjada na banalização da vida, certos de sua superioridade diante das pessoas e do direito de tirar a vida alheia. Ainda assim, todo delito deve-se ter uma consequência e todo infrator precisa de uma punição; pelo menos é desse modo que deveriam suceder as coisas. Contudo, uma justiça debilitada com leis débeis ou inexistentes, e um Estado que não educa os cidadãos em valores essenciais, ou que não se torna exemplo de integridade; não pode exigir comportamento justo da sociedade.

Portando, é evidente que medidas devem ser tomadas a fim de encerrar esse ciclo de violência na população e a Justiça incoerente. Parafraseando o famoso filósofo Pitágoras, “Educai as crianças e não será preciso punir os homens.” Conclui-se que, o Ministério da Educação deve fornecer uma educação baseada em princípios morais, por meio de um maior investimento em disciplinas de Ciências Humanas, principalmente da filosofia e sociologia. E o Estado, através do Ministério da Saúde, aplique meios de levar uma educação psicológica para conter com instintos de vingança de cada indivíduo, ensinando-os a controlarem os seus impulsos. Por fim, e de forma obvia, o Ministério da Justiça estabeleça Leis educativas e vigoráveis, fazendo com que atrocidades sejam tratadas de forma equânime, fazendo reduzir os crimes e as ondas de violência. Desse modo, caminharemos para um Brasil mais justo.