A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 28/08/2020
Tema: A questão do tabagismo no Brasil.
Em meados do século XX, o austríaco Zweig mudou-se para o Brasil devidos às perseguições nazista ocorridas na Europa. Bem recebido e apreciado com a nova terra, Zweig escreveu um livro cujo o título é permeado até os dias atuais: “Brasil, país do futuro”. Contudo, ao analisar a questão do tabagismo no país, vê-se esse ideal corrompido, uma vez que diversos são os desafios para obter o decréscimo populacional de fumantes no país. Desse modo, cabe entender de que maneira a inoperância governamental e o individualismo coadunam-se para o agravamento dessa problemática. A priori, vale salientar a inação das esferas governamentais para combater os entraves dessa problemática. De acordo com Aristóteles, a função do estado é manter o equilíbrio e bem-estar da sociedade. Porém, ao analisar a falta de campanhas e propagandas que incentive e priorize medidas para minimizar o número de tabagistas no território nacional, observa-se a deturpação do pensamento aristotélico. Nessa perspectiva, buscar conscientizar o cidadão sobre os malefícios do cigarro para o ser humano e os entraves encontrados na rede pública de saúde devido aos tratamentos desses doentes é primordial, haja vista que a ocupação desses leitos poderiam ser utilizados por indivíduos acometidos por outras morbidades.
Outrossim, é válido ressaltar a forte individualidade arraigada em grande parte do tecido social. Segundo o filósofo Bauman, a sociedade contemporânea passa por um momento de modernidade líquida, no qual a falta de alteridade encontra-se no cerne desse período. Nesse panorama, é notório que indivíduo, ao não se sentir afetado diretamente pelo fumante, prefere omitir-se diante de tal fato. Nesse viés, constituir-se um corpo social que difunda os malefícios do tabagismo na sociedade é de indubitável importância, pois os indivíduos afetados por esse vício podem provocar diversos entraves sociais.
Urge, portanto, que medidas socioeducativas sejam tomadas para mitigação dessa temática. Assim, sugere-se que o Ministério da Saúde, promova campanhas em veículos midiáticos, para conscientizar a população dos transtornos em torno do uso contínuo do cigarro, a fim de construir uma comunidade que entenda os desafios gerados para rede pública e para o corpo social decorrentes desse vício. Ademias, cabe ao MEC, com auxílio de profissionais da saúde, realizar palestras educativas nos ambientes escolares, com objetivo de impedir que os jovens e crianças, cientes dos prejuízos do tabagismos, não se tornem dependentes do tabaco.