A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 30/08/2020
A série “Arrow’’, retrata a vida de um justiceiro que deseja livrar sua cidade das pessoas que a estão destruindo. Assim, como uma espécie de Robin Wood moderno, combate os vilões apenas com um arco e flecha e o poder de seus punhos. Infelizmente, tal situação não se resumo somente às telas, uma vez que a prática da justiça com as próprias mãos é uma questão também no Brasil, devido, principalmente, à falta de atuação do Estado. Logo, cabe avaliar a questão.
Ressalta-se, de início, que a o baixo exercício governamental contribui significativamente para o empecilho. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem estar social, porém isso não ocorre no Brasil, pois, devido a grande burocracia das autoridades de usar a jurisdição para resolver os conflitos da sociedade, os indivíduos passaram a resolver seus problemas por si próprios, o que muitas vezes acarreta em uma grande violência que não é benéfica para nenhuma das partes. E, assim, remete-nos à regressão à autotutela mesopotâmica, ‘‘olho por olho, dente por dente’’.
Ademais, é imperativo ressaltar a grande violência gerada em consequência de tais atos, o que muitas vezes pode prejudicar pessoas inocentes. Um caso que ilustra essa situação, foi o massacre ocorrido em Suzano em 2019, no qual dois garotos entraram atirando em sua ex-escola, que abandonaram devido (supostamente) ao bullying lá sofrido. Ao todo oito pessoas morreram, incluindo os atiradores, que se suicidaram.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas. Inicialmente, cabe ao Ministério da Educação, por intermédio das instituições de ensino, criar um projeto denominado ‘‘O que é justiça?’’. Detalhadamente, tal planejamento deverá ser exposto aos estudantes por meio de palestras interativas lecionadas por profissionais de filosofia e sociologia, que deverão esclarecer a diferença entre justiça e vingança, com intuito de conscientizar os jovens, e, consequentemente, garantir o bem-estar social.