A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 31/08/2020
Sangue nas mãos, injustiças nas leis
Na antiga Mesopotâmia, habitavam um certo povo conhecido como Sumérios, que se tornaram conhecidos pela lei do Talião, em que se baseava em uma punição equivalente ao crime cometido, no ‘‘olho por olho, dente por dente’’. Em contraste com o século XXI, à justiça pelas próprias mãos, buscando penalizar indivíduos de acordo com seus crimes, é bastante latente na sociedade brasileira. Certas atitudes levantam o questionamento, seria o governo ineficiente, ou majoritariamente eficiente somente para certos grupos sociais? Levando de tal maneira, uma mobilidade da população pela agressão ao inverso da justiça governamental.
A princípio, é importante ressaltar que os que mais possuem poder, muitas vezes, são os menos penalizados judicialmente pelos seus crimes cometidos. Este fato se dá decorrente do dinheiro ser o grande redentor, e no sistema falho, quem o tem, também possui a liberdade. Desta maneira, não se pode afirmar que a justiça é igualitária e eficiente à todos, levando muitas vezes cidadãos buscarem sua própria justiça. E como já dizia Montesquieu ‘‘a injustiça que se faz a um, é a ameaça que se faz a todos’’.
Ademais, quando se revida o crime pelo crime, acaba gerando um novo problema na sociedade em toda sua abrangência. Ao buscar solucionar certo problema partindo da mesma agressividade e atos ilícitos, se tornam equivalentes ambos os lados. Outrossim, além de se igualarem, muitas vezes pessoas inocentes podem ser prejudicadas pelo ódio, e também ter suas vidas perdidas. O erro de confundir um cidadão sem envolvimento em determinado crime é algo comum, e que diversas vezes destroem vidas e famílias.
Desta forma, esse é um problema que começa no sistema falho governamental e que de tal maneira afeta toda uma sociedade. Sendo assim, medidas precisam ser ministradas afim de solucionar este problema histórico. O ministério da justiça juntamente com os poderes do executivo, legislativo e judiciário devem rever às medidas atuais por meio de reformas graduais mas necessária, reformulando quem são os indivíduos para qual à lei é eficiente, e os que para ela não são, e o porque destes não serem deferidos. Com isso teremos uma sociedade mais cívica, com direitos iguais para todos e menos justiça sendo feitas pelas próprias mãos.