A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 29/08/2020
Em pleno século XXI, no Brasil, o ato de praticar a justiça sem a participação estatal necessária tem se tornado algo cada vez mais comum, tendo em mente que o sistema Legislativo apresenta graves problemas na formação das leis e o Judiciário na aplicação. Pode-se observar que em muitos momentos as próprias leis são utilizadas para diminuir a pena de um criminoso ou até mesmo absolve-los.
Dessa forma, é relevante abordar que a prática de realizar justiça dessa maneira tem decorrência de fatos que ocorreram durante a história, sendo o principal deles o estabelecimento na Mesopotâmia da lei de talião, onde a partir da realização de um ato violento, o mesmo deveria acontecer com o agressor. Nesse sentido, observa-se que a justiça era realizada de maneira a castigar e violentar o criminoso, não tendo como objetivo a reabilitação social de tal.
De acordo com o filosofo Immanuel Kant “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Nessa linha de raciocínio, há de se evidenciar como, por meio da educação um criminoso pode ser reinserido no eixo de funcionamente social sem a utilização de violência. Por conseguinte, concluímos que o investimento educacional deve aumentar por parte do estado, visando conscientizar pessoas a não realizarem atos violentos para combaterem outros.
Portanto, pode-se observar que o debate acerca da prática da justiça com as próprias mãos é imprescindível para a construção de um país menos violento e hipócrita.Nessa lógica é imperativo que o Ministério da Justiça, juntamente com o Ministério da Educação, crie medidas que através da educação em escolas públicas e privadas conscientizem a próxima geração a não realizarem sua própria justiça, tendo em mente que muitos criminosos podem se reabilitar e virem a se tornar cidadãos de bem. As aulas seriam realizadas por docentes especializados, explicando e citando exemplos de reabilitações bem sucedidas realizadas em território brasileiro.