A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 30/08/2020
Na série “O justiceiro”, o ex-fuzileiro Frank Castle decide combater a violência urbana com as próprias mãos. Analogamente, essa prática é uma realidade brasileira. Nesse sentido, a ausência de segurança pública e o desentendimento da população a respeito das leis presentes na constituição, são algumas das causas desse problema.
Deve-se destacar, de início, a falta de proteção da população como um dos complicadores do referido tema. Uma vez que, o Brasil vem destacando-se negativamente como o segundo país mais violento da América do Sul de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) e a carência de proteção do estado nessas conjunturas, faz com que a sociedade aja de maneira antiética por si só em situações que não correspondem a esses indivíduos.
Além disso, vale ressaltar que a situação é corroborada pela falta de compreensão da sociedade em relação as normas da constituição brasileira. Uma vez que, segundo Aristóteles, a palavra justiça significa, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade. Desse modo, o indivíduo considerado justo é aquele que cumpre a lei e prática a igualdade no sentido universal. Logo, os indivíduos que realizam a ação de fazer justiça por conta própria caminham em sentido contrário do pensamento aristotélico, violando a lei em um ato criminoso.
Consequentemente, diante da situação atual, medidas devem ser buscadas para atenuar tal problemática. Portanto, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de verbas governamentais, deve investir mais na segurança populacional, construindo postos policiais em locais específicos das cidades, a fim de evitar o aumento da criminalidade e punir as pessoas que fazem justiça por si próprias, desrespeitando a lei, com a finalidade de conscientizar e erradicar esse tipo de crime. Nessa perspectiva, o intuito de tal ação é eliminar essa prática de violência contra os acusados e corrigir as pessoas que a utilizarem. Somente assim, essa conduta será amenizada.