A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 30/08/2020
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que quando alguém faz justiça com as próprias mãos, isso acaba se tornando um paradoxo, ou seja, aquilo que o individuo busca aplicar a alguém, deve ser aplicado a ele mesmo, uma vez que esta agindo contra seus próprios princípios. Ademais, a que motivos um humano deve recorrer a justiça cara a cara?
É de conhecimento geral que algumas sociedades contemporâneas possuem um numero alto de problemas e crises sociais, como a desigualdade econômica, levando o povo a agir em busca da isonomia. Segundo a teoria moral de Kant, deve-se agir moralmente de acordo com cada crença em particular, mas quando se diz de uma sociedade com diversas realidades distintas, há vários princípios morais, levando a conflitos sobre a aprovação ou não de atitudes as quais podem ser feitas na hora da legitima defesa. O problema maior surge quando alguém o qual deseja punir o outro por uma ação, recorrendo a mesma crendo ser algo diferente.
Similarmente a isto, outros motivos podem ser apenas por vontade ou desejo de combater algo que tirou a pessoa de sua zona de conforto ou atos delicados com algum conhecido/querido, que podem deixar o individuo agir sem ter noção de seus atos. Sendo, este segundo, um problema um tanto presente na realidade de muitos brasileiros: casos de violência sexual, roubos, dentre outros.
Desta maneira, é importante que a fala ‘‘a lei é para todos’’ seja realmente aplicada por parte dos poderes executivo e judiciário, não faltando um individuo obedecendo a constituição, assim como uma maior atenção nos problemas que levam a casos extremos (sabe-se que em 2019 foram relatados 159 mil casos de abuso sexual no Brasil, segundo o site do governo brasileiro), havendo então um maior monitoramento por parte de militares e daqueles que executam a lei, tao quanto o acesso a psicólogos para aqueles com ideias que ferem os direitos humanos.