A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 30/08/2020

Na historiografia da sociedade brasileira, “justiça” com as próprias mãos vem se tornando algo cada vez mais banal. É visível que o avanço tecnológico nos meios de comunicação vem facilitando a proliferação de informações tais como, atos de criminosos. É notável que essa visão superficial vem alimentando um ciclo de ódio, fazendo com que não se enxergue as causas socioculturais que fazem um indivíduo chegar a certo ponto.

Em primeira instância, vale ressaltar que, na Constituição Federal de 1988, no artigo 5, diz que tem-se direito à vida todos os brasileiros. Segundo isto, é essencial que se tenha uma distinção de legítima defesa e crime. Em complemento leva-se em consideração o alto índice de pessoas negras abordadas- e muitas das vezes mortas-  por PMs pelo simples fato de serem interpretadas pela cor como um indivíduo de má conduta.

Lavoisier uma vez disse “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Sob esse viés, é elementar que se leve em  consideração todos os fatores socioeconômicos e culturais que levam um indivíduo a cometer um crime.

Desse modo, afirma-se que esses pensamentos retrógrados devem ser revisados para a reformulação dessa problemática. Portanto, cabe a mídia influenciar- através de propagandas- a conscientização sobre não à justiça com as próprias mãos, e aos poderes (executivo, legislativo e judiciário) promoverem segurança à vida, com leis mais rigorosas e bem aplicadas, e campanhas que beneficiem pessoas de baixa renda, possibilitando uma vida melhor,tendo como produto o direito à escolha de ser um bom cidadão.