A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 31/08/2020
A Justiça é um conceito que depende da análise feita por um grupo competente que foi designado para concluir e julgar uma situação. Quando alguém se acha no direito de fazer justiça com as próprias mãos isso se torna um justiçamento, algo que um pequeno grupo comete por se achar acima da lei e que se torna juiz e algoz do condenado. Mesmo que a justiça brasileira seja morosa e algumas vezes pende para o lado do cidadão que tem mais influência, ainda sim, não nos dá o direito de julgarmos como culpado alguém que supostamente cometeu um crime. Por tanto, de acordo com a Declaração dos Direitos Humanos somos inocentes até que se prove o contrário e é considerado crime hediondo a tortura. Nesse sentido, percebemos que no Brasil a criminalidade em sua grande maioria tem cor e gênero. São menores, negros e usuários de drogas, que vivem em situação de miséria e estão à mercê da criminalidade por não terem o básico da saúde, segurança e educação. Conforme diz Paulo Freire “se a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor” esses jovens estão sendo abandonados à própria sorte e a sociedade cansada de não verem resultados pelos órgãos de segurança e nossos governantes partem para o princípio de fazerem sua própria “justiça”, numa total falta de informação e consideração pelo outro ser humano. Ou seja, de acordo com Paulo Freire se a educação fosse realmente levada a sério, nossas crianças e jovens estariam nas escolas enquanto seus responsáveis trabalhariam de forma digna e estariam longe da violência das ruas e das drogas. Por tanto a prática de justiçamento é algo inadmissível, é antidemocrático e fere todos os princípios de uma sociedade justa. Por isso, para combater tal atitude é necessário que o Governo Federal juntamente com órgãos competentes desburocratize o sistema jurídico para que tenhamos uma justiça mais ágil e deem mais atenção à educação de crianças, jovens e adultos para que se crie um melhor senso crítico e possam ter acesso a livros, informação e conhecimento e assim procurarem pela mudança que a nossa sociedade precisa.