A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 31/08/2020

No momento em que criminosos não estão sendo punidos perante a lei e crimes continuam crescendo cada vez mais. Pessoas tendem em reagir fazendo justiça com as próprias mãos, mesmo tendo uma ideia errada sobre o que realmente é justiça, assim prejudicando a vida de mais pessoas e se tornando os próprios criminosos uma vez que sua reação não foi em legítima defesa. E sim, motivada por diversos motivos como vingança, ódio, ou simplesmente querer resolver aquilo em que o país não foi capaz de resolver.

Devido a má execução das leis e a falta de policiamento, a população tem se sentindo menos segura fora e dentro de suas casas, já que boletins de ocorrência não surgem efeito e criminosos continuam livres, assim desencadeando pessoas a quererem resolver as coisas da maneira em que acham certo, que é o caso de muitas situações em que até mesmo menores de idade são agredidos e mortos, como o caso de um menino de 15 anos do Rio de Janeiro que foi torturado e preso com uma tranca de bicicleta em um poste porque segundo os agressores ele estaria cometendo furtos na região.

As ações dos policiais e a eficácia das leis tem perdendo a credibilidade com o povo, já que pessoas acusadas de crime nem sequer são presas ou policiais quando procurados não realizam o seu serviço ou abusam do seu poder, dessa forma, com a população querendo que as coisas sejam resolvidas mas não sendo ouvidas, acabam acreditando que ganham a responsabilidade de resolver os problemas, se enxergando como “justiceiros” quando na verdade também se tornam criminosos.

Em conclusão, a população necessita de medidas para que haja justiça contra criminosos, para se sentirem seguros e ouvidos pela as autoridades. Para isso é necessário que o ministério da segurança tome providencias como mais fiscalização, e policiais treinados e preparados nas ruas, como também que o poder executivo e legislativo crie leis mais rígidas e eficazes. Assim diminuindo a justiça feita pelas mãos dos cidadães.