A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 31/08/2020

No livro “Quarto de despejo” de Carolina de Jesus relata uma situação de xenofobia. Dentro do enredo a autora relata a violência contra novos moradores. Antigos moradores achavam que tinham o direito de expulsa-los porque julgavam ser correta essa violência contra o desconhecido. Junto a literatura, pode-se assimilar o fato do livro á realidade atual de xenofobia aos refugiados venezuelanos em Roraima. Diante disso, é fundamental a fusão de ações de diversas esferas sociais, para combater essa falha moral.

Inicialmente, tentar fazer justiça com as próprias mãos, corre o risco da justiça não ser feita corretamente, porque ninguém é culpado até que se prove o contrário.E no calor da indignação ocorre erros e julgamentos equivocados. Uma delas é o exemplo dos refugiados venezuelanos que vieram pedir refúgio no Brasil no estado de Roraima. A maioria dos que vieram pedir refúgio eram comerciários, profissionais liberais como médicos e dentistas.Com o intuito de fazer justiça, vários brasileiros utilizaram de violência contra os refugiados, destruindo acampamentos improvisados desses imigrantes. Sem entender qual a causa desse êxodo para a região. Ademais trouxe um grande prejuízo na área da saúde sobrecarregando os hospitais públicos pela violência.

Em segundo lugar, a maneira de perceber o que é direito, a sociedade, não possui conhecimentos de leis brasileiras, para um julgamento justo, para penas que correspondem a violência sofrida. Assim, por conta dessa falsa segurança traz grandes prejuízos. Sendo que é dever do Estado resolver esses conflitos.

Portanto, algumas medidas devem ser tomadas para diminuir essas práticas de fazer justiça com as próprias mãos. As secretarias de justiça de cada estado junto com as secretarias de desenvolvimento social devem promover palestras,mesas redondas,outdoor, informações em redes sociais promovendo o respeito os direitos humanos.Munido dessas informações as comunidades irão compreender os direitos humanos e respeita-los.