A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 31/08/2020

Na série “Elite”, uma garota morre, e seu irmão revoltado com a ineficiência da policia local resolve buscar fazer “justiça com as próprias mãos”, mas não considerou que poderia ter acusado a pessoa errada e quase cometeu um crime por engano. Fora da ficção, tal “justiça” é comum no cenário brasileiro, onde as autoridades muitas vezes são ineficientes, então a população busca “resolver” por conta própria suas angústias, o que pode acarretar em ainda mais crimes.

Em São José dos Campos, um consumidor por estar insatisfeito com o produto, atirou e matou a vendedora, mas logo foi liberado pela polícia sem qualquer punição. O caso demonstra que o sistema judiciário e de segurança publica do Brasil é falho e precisa ser corrigido, seja por arquivar ou por demorar fazer julgamentos adequados, muitos criminosos acabam impunes, acarretando na insatisfação da população.

Por sua vez, a sociedade em busca de uma “justiça rápida” julga e condena socialmente tais criminosos, mas sem qualquer investigação adequada, pode-se gerar ainda mais crimes. como aconteceu com o Youtuber Felipe Neto, que recebeu boicote e ameaças de morte por um suposto crime de pedofilia, do qual logo a justiça constatou ser irreal. As pessoas envolvidas nas ameaças, são apenas um reflexo do abalo e insegurança da população brasileira, que necessita de amparo.

Portanto, cabe à população reivindicar que o Ministério da Justiça e Segurança Publica, providencie melhorias através de investimento na qualificação de profissionais bem como a ampliação do quadro de funcionários de segurança e justiça, para evitar que crimes sejam arquivados ou fiquem sem sua devida punição. Pois é inaceitável tanto as falhas do sistema brasileiro, quanto as atitudes populares que infringem os direitos de defesa de qualquer cidadão ao tentares “justiça com as próprias mãos”.