A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 01/09/2020

Segundo o livro " Linchamento: A Justiça Popular no Brasil" , de José Sousa Martins,nos últimos 60 anos, um milhão de brasileiras já participaram de, pelo menos, um ato de linchamento no país. De fato, há um enorme descrédito com o poder judiciário no Brasil, a população comete a violência tentando estabelecer uma ordem social. Porém, esse desejo de vingança é bastante diferença de justiça.

Com a lentidão dos processos judiciários no país e a ausência de aplicação de pena aos culpados, aumenta-se o numero de “justiceiros”. É notório que muitos crimes de linchamentos passam impunes. De acordo com Adriane Natal, pesquisadora do Núcleo de Estudo da Violência da USP, " esses crimes são difíceis de serem investigados pela polícia e por isso, comumente são arquivados “. Isso corrobora no aumento desse linchamento.

Uma vez que a população se sente desamparada pelo Estado, intensifica-se o desejo de vingança que, ao contrário de justiça, tem objetivos destrutivos, que violam direitos humanos básicos assegurados pelo artigo quinto da constituição federal, como à segurança e à vida. Essa tentativa de resolver por si só o problema atrapalha o cumprimento do objetivo da justiça no Brasil, que é neutralizar as ações do indivíduo infrator, e intimidar os outros.

Então é necessário que o poder Judiciário Brasileiros solicite uma reformulação das leis. Pois, a aceleração dos processos de julgamento transmite mais credibilidade e segurança à vítima e seus familiares. Nesse contexto, a sociedade pode ter mais confiança no Supremo Tribunal diminuindo os crimes por vingança. Dessa forma, as participações em linchamento, citados pelo autor, José de Sousa Martins, serão cada vez menos expressivas no Brasil.