A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 31/08/2020

Hora da vingança

Desde a década de 1830, o rei foi proibido de condenar alguém sem que este indivíduo pudesse se defender. A população lutou e conseguiu que pelo menos o direito a defesa este tivesse. A Constituição Federal de 1988, no artigo quinto, diz basicamente que todo indivíduo é igual perante a lei, que todos tem direito à vida, à igualdade, à segurança. Mas infelizmente, mesmo no século XXI, ainda temos inúmeros casos onde a justiça com as próprias mãos é algo recorrente, pois a população está incrédula com o sistema judiciário existente.

Thomas Hobbes, grande filósofo, acreditava que “o homem é o lobo do homem”, dizendo que o ser humano é naturalmente egoísta e mau. Ou seja, o homem é o inimigo do próprio homem.

Os noticiários relatam inúmeros casos de linchamento, e o livro “Linchamentos” vem para reforçar a incidência destes casos. O livro relata que nos últimos 60 anos, 1 milhão de brasileiros, já participaram de pelo menos, um ato de linchamento no Brasil.

Portanto, é necessário que o governo crie medidas para que diminua ou cesse casos assim. Para isso, é necessário acelerar o processo de punição, conscientizar a população através de campanhas sobre o ato inapropriado de se fazer justiça com as próprias mãos. A partir destas medidas, a população confiará um pouco  mais no sistema judicial e assim, diminuirá o número de linchamentos e a ideia de se fazer justiça com as próprias mãos. Sendo assim, é necessário refletir antes de tomar qualquer atitude.