A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 31/08/2020

Em meados de 2020, de acordo com a BBC NEWS, um homem chamado George Floyd foi executado por um policial devido a diferença da sua cor, este ato ocasionou vários movimentos para mostrar a insatisfação da população americana com as instituições responsáveis pela justiça. O mesmo ocorre no Brasil, um país que presencia tanta corrupção já não sabe mais ao certo se a justiça é feita de fato. Portanto, é necessário uma melhor discussão acerca do assunto com medidas viáveis para entender de fato o que é, de verdade, a justiça.

A cerca disso, é importante ressaltar que as leis são responsáveis pelo convívio harmônico e pacifico entre os homens, na qual o conceito de justiça é o fruto da racionalidade humana. Entretanto, na prática é perceptível que as leis regidas por uma sociedade é feita baseada na classe que se sobressai na comunidade, ou seja, na elite. Com base nisso, as outras classes existentes são menos favorecidas, o que distância a teoria da prática. Logo, muitos brasileiros ficam insatisfeitos com os serviços prestado pelo governo e busca justiça através do senso comum existente.

Além disso, a corrupção é um dos principais fatores que resulta na má credibilidade da justiça brasileira. Baseado nisso, o processo burocrático da mesma deixam as pessoas insatisfeitas, ocorrendo uma demora excessiva durante a investigação. Um forte exemplo sobre isso é visto nos casos de feminicídios no país, muitas mulheres tem medo de denunciar o abusador por já saber a falha existente nas instituições e por isso preferem fazer justiça com as próprias mãos ou, até mesmo, se submetem a situação em que se encontram.

Diante dessa situação, é nítido que o ato de fazer justiça com as próprias mãos é o reflexo da falha de juricidade existente no território brasileiro. Portanto, para reduzir a aversão popular é necessário funcionários mais qualificados nas instituições responsáveis pela justiça e uma maior fiscalização perante a corrupção diante do cenário político brasileiro. Através dessas medidas, o ministério da educação, também, precisa rever a educação do país, obrigando as escolas a mudarem o posicionamento dos jovens em relação a equidade. Somente assim, a legitimidade existirá no país, diminuindo privilégios e finalmente trazendo paz àquelas pessoas que sofreram injustiça na sociedade.