A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 31/08/2020

A lei do Talião vigorava na Mesopotâmia e sua função era punir um criminoso com a mesma proporção em que ele prejudicou alguém.Nesse sentido, a ausência de um estado eficaz no combate ao crime, seguido de uma educação insuficiente nos conteúdos cidadania e direitos, refletem a justiça com as próprias mãos no Brasil.

Em primeiro lugar,no contexto social brasileiro a vingança muitas vezes é seguida por um crime igual ou até pior que o seu próprio motivo, o que mantém viva a tradição mesopotâmica “olho por olho,dente por dente”.Dessa forma, fica claro que uma das causas mais relevantes desse problema social é a falta  de uma ação rápida e eficaz do estado e do poder judiciário por inúmeros motivos que vão desde o difícil acesso da polícia a locais periféricos até a negligência sofrida pelo cidadão em algumas ocorrências.

Em segundo lugar, as regiões onde é possível notar o maior número de casos de linchamento são as menos favorecidas economicamente. Nesse cenário,o deficit na educação brasileira é responsável por mais esse problema social, uma vez que as crianças e adolescentes crescem sem ter acesso a informação sobre seus direitos civis e nem sabem quando recorrer a justiça, ficando com a opção de resolver tudo na força bruta, retomando mais uma vez aos costumes da idade antiga.

Em suma, é evidente que para ocorrer uma diminuição do problema da justiça com as próprias mãos no Brasil, faz-se necessário a implantação de um programa do Governo, que disponibilize, gratuitamente, advogados para responder legalmente pelos crimes sofridos ou cometidos por brasileiros de baixa renda e, ainda, acelerar os processos judiciários para que as revoltas acabem.É importante também, investir e ampliar as aulas de sociologia e filosofia, principalmente, nas escolas públicas para que todos os alunos, quando for necessário, saibam quais são seus direitos e deveres de cidadão fazendo assim,com que a cultura da lei do Talião deixe de ser uma realidade no Brasil.