A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 01/09/2020
No filme “Parker”, o personagem principal, se sente traído por seus companheiros de trabalho e resolve matá-los e por fim, chama isso de justiça com as próprias mãos. Desse modo, é perceptível, que atitudes como essa, vêem se tornando comuns, ou seja, a prática da justiça com as próprias mãos no Brasil está cada vez mais habitual, tanto pela insuficiência de leis, como pela naturalização da violência.
É importante analisar, em primeiro plano, que o Poder Judiciário demora muito tempo para julgar alguns casos, com isso, muitas pessoas consideram que as instituições de justiça não são capazes de resolver esses casos. Dessa forma, essas pessoas se sentem no direito de resolver com as próprias mãos e se esquecem que violência só gera mais violência. Sendo assim, a ausência de leis que evitem que essas atrocidades aconteçam fazem falta.
Cabe mencionar, em segundo plano, que analisando o cenário sociocultural brasileiro, a violência se tornou comum, isto é, se tornou normal a prática da violência como meio de justiça ou vingança. Dessa maneira, a naturalização da violência vem crescendo, haja vista, que o estado educa a sociedade de modo violento e que a sociedade é o reflexo do seu governo. Sendo que, as pessoas podem resolver suas questões por meio civilizados ao invés de agredirem o direito do outro, como aponta Augusto Cury: “Frágeis usam a violência, e os fortes, as ideias”.
Dado o exposto, portanto, medidas devem ser tomadas em relação à prática da justiça com as próprias mãos no Brasil. Assim sendo, cabe ao Poder Legislativo elaborarem leis que mais rígidas em relação aos atos de violência por justiça e vingança, assim evitando que mais atos violentos aconteçam. Ademais, cabe ao Ministério da Educação promover palestras que abordem temas contra a naturalização da violência, a fim de conscientizar a população, na primeira fase de aprendizagem, de que a violência não deve ser usada para resolver todas as causas, assim promovendo a desnaturalização da violência.