A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 01/09/2020
Na antiguidade, a Lei do Talião motivava a massa praticar justiça com as próprias mãos: “Olho por olho, dente por dente”. Uma vez que, na falha do judiciário brasileiro o número de linchamento à Lei do Talião cresceu através do discurso de ódio.
Segundo o contratualista Thomas Hobbes, o homem e seu estado de natureza são movidos por medo e guerra, por conseguinte o Estado (Leviatã) surgiu para impor ordem. Sem esse órgão, viver em sociedade seria impossível.
Entretanto, desde a época da colonização já era possível observar pessoas fazendo justiça com as próprias mãos, e se estende até hoje. O alvo da violência são os cidadãos negros e mulheres da periferia, pois eles são associados à crimes. Caso mais recente é do garoto de 17 anos que foi acusado de furto por dois homens brancos, no qual os mesmos tatuaram na testa do rapaz: “Sou ladão e vacilão”.
Outrossim, segunda a Hannah Arendt, na sociedade há uma banalização do mal. Quando se diz “bandido bom é bandido morto”, claramente se vê uma discurso de ódio insatisfeito com o sistema judiciário brasileiro e associado a vingança.
Com a finalidade, é preciso corrigir o problema da justiça com as próprias mãos. E para isso cabe a população cobrar seus governantes maior acessibilidade à justiça. Diante disso, a sociedade deve se conscientizar sobre as manifestações de ódio, condenações e preconceitos verbais e físicos, através das redes socais.