A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 01/09/2020

A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil não é algo incomum e nem recente de se ver. Observa-se que essa prática se perpétua no Brasil por questões de honra, de vingança e até quando se pensa que há injustiça pelo próprio Estado. Nesse âmbito, pode-se perceber que a problemática supracitada persiste por possuir raízes históricas e psicológicas.

É comumente vermos em manchetes de jornais brasileiros histórias de homens e mulheres que, ao descobrirem que foram traídos, há uma necessidade de limpar a própria honra através da agressão da pessoa que traiu e com quem foi traída. Isto, muitas vezes ensinado pelas gerações passadas, quando se era muito mais comum do que hoje.

Também podemos observar quando o Estado julga alguém como inocente por algum crime que foi cometido, a pessoa que foi acometida por ele possa vir a se sentir lesada e queira fazer justiça pelas suas próprias mãos em busca de vingança.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar esse impasse, de modo que como dizia Platão em sua obra A alegoria da caverna, ‘‘o governo deveria sair da caverna, de sua zona de conforto, buscando medidas que apresentem-se mais eficazes a longo prazo.’’ Isto é, o governo sabendo que ao inocentar alguém, essa ação poderá vir a causar um novo problema dado a natureza do crime. Pode-se rever a pena aplicada para evitar um futuro problema. Assim como cabe à atual geração de pessoas abandonar crenças e costumes antigos que perpetuem a violência em uma era onde não se é mais aceita.