A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 31/08/2020
Vivemos, nos dias de hoje, períodos de extrema violência em que as pessoas acreditam ser espécies de justiceiras ao fazer justiça com as próprias mãos. Isso ocorre, muitas vezes, devido ao sentimento de revolta perante o que acreditam ser uma justiça falha e também à intolerância cultivada por muitos.
Segundo dados da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Alagoas, o ano de 2020 registrou o maior número de óbitos em casos de linchamento em comparação a outros anos. Nesse contexto, podemos perceber o grave aumento de ações como essa em nosso país, motivadas pelo sentimento de impunidade.
Além disso, presenciamos com bastante frequência os discursos de ódio propagados em nosso meio, e eles têm grande influência no modo como agem alguns cidadãos, pois muitos pensam que dessa forma, estão praticando a justiça. No entanto, os linchamentos são práticas extremamentos opostas ao significado de justiça.
Portanto, o Ministério da Justiça deve realizar ações que coíbam o número de linchamentos por meio de uma maior investigação e punição desses crimes. Ademais, é necessário um maior debate pelas mídias em relação a esse assunto, que vise informar e conscientizar os brasileiros, a fim de que casos como esses deixem de ser uma realidade em nosso país.