A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 25/09/2020
A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Justiça é uma palavra antiga, vindoura dos tempos antes de cristo e talvez até além. Presente nos governos da Roma e Grécia antiga, além de outros superpotências da época, ela é imune ao tempo, tornando-se presente até os dias de hoje. Justiça, cujo significado representa igualdade e cujo símbolo é uma balança com pesos iguais, nada mais é do que um elemento necessário para se manter um governo de ordem e respeito sobre as massas. Mas devido a diversos fatores, o seu ideal difere muito da realidade.
Analisando isso, vê-se que nos últimos anos uma crescente perceptível se espalha pela sociedade. As pessoas não suportam mais a injustiça entre classes, salários e nem gêneros, clamando que, assim como previsto na lei de inúmeros países, é necessário que haja justiça sobre todos. Principalmente no Brasil onde casos de desigualdade e injustiça são nítidos, exemplos como o da menina Ágatha morta injustamente por uma bala perdida ou o do jovem negro que foi baleado e morto em um protesto, nos EUA. Tais casos quando predominantes, acabam por fazer o povo tanto brasileiro quanto exterior, a cogitar a justiça com as próprias mãos. É como o personagem do filme Justiceiro, cujo já tem versão brasileira, que quando viu-se sem ajuda das leis que deveriam proteger sua família e condenar os agressores, acabou por decidir fazer ele mesmo. Talvez inspirados por ele, indivíduos da população brasileira começaram a atuar como vigilantes, os Justiceiros do Rio como por exemplo, e condenam as pessoas quais julgam culpas, mas mal sabendo eles que no final, estão contribuindo para que a injustiça cresça.
Portanto, para acabar com esse mau maior, é totalmente necessário que o poder Legislativo atue mais impetuosamente, usando das leis que regem a constituição para punir os que a afligem. Com isso feito, o Governo deverá agir implementando psicólogos para atenuar os danos mentais e morais dos parentes e vítimas pela injustiça judicial, além de claro, dá-lhes indenizações pelo dano que sofreram. Concluindo esses pontos, a injustiça na sociedade irá diminuir e consequentemente, os justiceiros não terão mais motivo para existir, pois em primeiro lugar, eles nem deveriam ter necessidade de existir.