A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 25/09/2020
Em seu livro “Os Bruzundangas” Lima Barreto descreve um país problemático que criticou o Brasil no início do século XX. Este país falso tem problemas como baixa eficiência judicial e tendência dos cidadãos para exercer funções judiciais. Passado quase sempre, é compreensível que as obras dos escritores pré-modernistas não sejam muito semelhantes às do Brasil de hoje. Porém, quando se observa a prática judicial com as próprias mãos na situação atual, não é esse o caso. Nesse sentido, é necessário compreender a causa desse problema, que está relacionado a fatores políticos e educacionais.
Inicialmente, o plano político para o tema teve destaque. Na verdade, como bem coloca Max Weber, teoricamente o Estado detém o monopólio da justiça e da violência, o que garante a coesão social. No entanto, muitas pessoas podem ver esse agente como ineficiência ou cumplicidade ao deixar ou deixar de cumprir sua função punitiva, o que as incentiva a acreditar que estão praticando os atos bárbaros da justiça. Como resultado, o país perdeu o monopólio da força devido ao não cumprimento de suas funções, levando a linchamentos e outros fenômenos.
Além disso, existe a dimensão cultural dessa questão. Thomas Hobbes definiu que as pessoas continuarão a sofrer guerras e violência em seu estado natural, portanto, o governo e os departamentos de educação têm a responsabilidade de se proteger. Porém, devido à existência de outros conteúdos pedagógicos extensos, a educação escolar brasileira não trata as questões da justiça de forma abrangente, envolve alguns cursos de ciências humanas. Sendo assim, ao retornar ao estado da guerra de Hobbes durante a rebelião, indivíduos sem uma sólida formação judicial podem cair em uma situação injusta com as próprias mãos.
Dessa forma, fica clara a necessidade de intervenção nesta questão. Por isso, o governo precisa mudar a estrutura educacional. Portanto, as escolas devem lidar com as questões judiciais com mais cuidado. Em mais detalhes, as aulas de sociologia e história para Max Weber e Thomas Hobbes podem ser usadas para propor discussões conduzidas por professores, que permitirão aos alunos instilar ideais de justiça. Por meio dessa medida, que não exclui outras medidas, pode-se esperar que a barbárie seja reduzida, lembrando assim os bruzundangas.