A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 25/09/2020
A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
A expressão “olho por olho, dente por dente”, criada com a lei de talião na Idade Antiga, foi uma forma de praticar justiça com as próprias mãos, pois, exigia que o agressor fosse punido com o mesmo sofrimento que ele causou. No entanto, essa forma de agir está ultrapassada, mas ainda ocorre com frequência no mundo todo, inclusive no Brasil, como resultado da negligência dos órgãos públicos de segurança com a sociedade. Dessa forma, a população brasileira sofre com a falta de segurança, e prefere tomar as próprias medidas para combatê-la.
Assim sendo, em 2017 um adolescente matou o amante de sua mãe quando encontrou o homem em sua casa. O jovem afirmou que cometeu o homicídio porque não concordava com o relacionamento extraconjugal de ambos. Desse modo, resolveu fazer justiça com as próprias mãos, e foi contra a Declaração Universal dos Direitos Humanos, visto que sua atitude vai contra os princípios e deveres da sociedade.
Outrossim, a série “Pretty Little Liars” conta a história de quatro garotas que começaram a ser ameaçadas por alguém que decidiu fazer justiça sozinha. Essa pessoa, denominada “A” intimidava as adolescentes para se vingar do bullying que sofria no passado. Assim, ao invés de solucionar esse problema com os pais ou professores, ela decidiu que resolveria por conta própria, com o uso de ameaças, exposição pessoal das garotas, e até mesmo tentativas de assassinato. Com essa atitude, a pessoa acabou prejudicando não só as adolescentes como ela própria.
Em resumo, é fundamental que essa necessidade de vingança tenha fim. Para que isso ocorra, o Governo precisa investir nos órgãos de segurança pública, com mais equipamentos, profissionais, e treinamentos de capacitação. A Brigada Militar deve garantir a segurança da população, com patrulhas frequentes em bairros perigosos, bem como, o Tribunal de Justiça precisa assegurar que as leis sejam devidamente compridas, e ser mais efetivo na resolução de casos civis e criminais. Por fim, o Ministério da Educação necessita criar medidas para conscientizar os alunos sobre o assunto, através de palestras com policiais e debates a cerca do tema. Só assim a sociedade será um lugar mais seguro e próspero para todos.