A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 25/09/2020

A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Evidentemente, a justiça que pode ser definida como algo correto e justo, se faz essencial para um bom andamento da sociedade como um todo. Porém a sua prática com o uso das próprias mãos altera completamente seu significado, deixando de ser algo justo para se tornar inconsciente. Está prática inadequada de justiça possui vinculação com fatores históricos, a Lei do Talião, um antigo sistema de penas pelo qual o autor de um delito devia sofrer castigo igual ao dano por ele causado. Com isso, nos dias atuais inúmeras práticas de justiça são causadas com o uso das próprias mãos, baseadas em definições próprias da mesma, sem o cumprimento da lei e com objetivo de vingança.

Um exemplo que mostra com clareza a prática da justiça com as próprias mãos, é o caso de um adolescente de 17 anos acusado de roubar uma bicicleta de um cidadão com deficiência física. O jovem teve sua testa tatuada com a frase “eu sou ladrão e vacilão”, pelos dois homens que o acusaram, que exemplifica a prática da violência com as próprias mãos. Logo, este é um só caso entre outras milhares de práticas inadequadas da justiça, que possui enormes consequências ao praticante. Segundo o Art.345 do Código Penal, é crime fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite, acarretando em penas de detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, além da pena correspondente à violência.

Desse modo, é importante que opiniões erradas com relação a prática adequada de justiça pela população sejam desconstruídas, dando espaço a pensamentos com bases corretas diante do assunto. O governo deve fazer seu papel e ampliar leis mais rígidas contra práticas de justiça com as próprias mãos. E por fim, os meios de comunicação possuem papel fundamental na divulgação das consequências que o uso errado da justiça pode causar, assim, evitando um aumento eminente de violências através da justiça.