A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 25/09/2020
Em um país como o Brasil, onde a violência é caótica e a justiça é falha e seletiva, é entendível o porquê do cidadão se revoltar e fazer a justiça com as próprias mãos. Entretanto, sabe-se que não é o correto e que este ato pode comprometer a vida de quem o faz.
É notável que sistema judiciário brasileiro está em descrédito com a população. A demora do julgamento dos casos e a corrupção entre os judiciários, faz com que se forme um juri popular, que tem nas mãos apenas ódio e sede de vingança, sem alguma racionalidade para que aquele problema seja resolvido civilizadamente.
Esses justiceiros, assumem o papel da polícia e Justiça, sentenciando, caçando e penalizando aqueles que cometem algum tipo de crime. Como, no caso do jovem de 19 anos, que foi pego furtando a casa de um homem e como consequência teve a testa tatuada com a seguinte frase “Sou ladrão e vacilão”. É entendível a revolta do homem que o tatuou, mas, ele também cometeu uma infração e comprometeu a sua imagem ao ter esta atitude. Como também, tirou do jovem uma chance de melhorar e sair da vida criminosa, já que foi exposto e teve seu passado marcado em sua testa para o resto da vida.
Assim como, os casos de estupro que não são resolvidos por falta de provas, deixando os criminosos impunes e as vítimas traumatizadas. Mesmo, em um país como o Brasil, que têm uma mulher estuprada a cada onze minutos. Como disse Debbie Smith, “Esse é o único crime em que a vítima precisa provar sua inocência”. E isto é visível nos dados, segundo o site Metropoles, “O brasil tem 10% dos estupros denunciados e 1% dos estupradores são punidos.”
Portanto, é compreensível a revolta. Mas, os cidadãos não são aptos para criarem a própria lei. O que devem fazer, é fiscalizar e reivindicar aos governantes melhorias na área de segurança pública e sistema Judiciário. E só assim, a justiça ocorreria da forma correta e civilizada.