A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 06/01/2021

O anti-herói do anime “Death Note”, Light Yagami, começa a matar pessoas que cometeram crimes, escrevendo o nome deles em um caderno sobrenatural, até mesmo indivíduos que cometeram furto, punição totalmente desproporcional. Paralelamente à ficção, no Brasil, a justiça com as próprias mãos está cada vez mais evidente na sociedade, logo, necessitando combatê-la. Porém, antes, faz-se necessário analisar uma principal causa e consequência a fim de criar possível medida para esse impasse.

Primeiramente, ressalta-se o descrédito das instituições sociais como fator gerador do pensamento vingativo no país. De acordo com portal G1: 90% dos homicídios no Brasil passam impunes. Esse fato, gera revolta em algumas pessoas que, quando lesadas, não procuram os meios legais acreditando que não obterão sucesso e, movidos pela raiva momentânea, tentarão fazer justiça com as próprias mãos, mas, normalmente, a punição extrapola os direitos humanos.

Outrossim, destaca-se o ciclo vicioso causado pela busca da retaliação sem o Estado. Prova disso, é uma pesquisa da Universidade de Nova York mostrando que a justiça por conta própria gera mais complicações, uma vez que a pessoa punida acha que sofreu uma coerção desproporcional e tende a revidá-la, a outra, acredita que agiu de maneira correta. Destarte, é necessário maior atuação do governo, único legitimado a ter monopólio da força, como proposto por Max Weber, para acabar com esse espiral que cria graves problemas sociais.

Portanto, para atenuar possíveis casos de vingança, as escolas devem aumentar as aulas, na grade curricular do Ensino médio, que expliquem a importância da justiça e dos direitos humanos, preferencialmente nas aulas de Sociologia. Além disso, governo federal deve aumentar a pena, das leis já existentes, para pessoas que cometem justiça com as próprias mãos. Com isso, espera-se que pensamentos, como o de Light Yagami, sejam extintos da sociedade brasileira.