A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 08/06/2021

Para Émile Durkheim,a sociedade pode ser comparada a um ‘‘Organismo biológico’’ por ser,assim como esse,composta por partes que se interagem.Desse modo,para que esse organismo seja igualitário e coeso,é vital que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos.Contudo,no Brasil,isso não acontece plenamete,haja vista que em função da ilegal justiça com as próprias mãos,nega-se a muitos suspeitos um julgamento justo e imparcial o qual resguarde a dignidade desse.Essa realidade lamentável acontece tanto pela perpetuação de condutas errôneas quanto por falha instrução educacional.

A princípio,destaca-se a transmissão de juízos como impulsionadora do uso de uma justiça própria.Segundo Erich Frommas às práticas e pensamentos individuais são produto do caráter familiar.Seguindo essa linha de pensamento,percebe-se que a ideia de um Brasil impune atesta a teoria do filósofo,uma vez que,uma criança vivendo num ambiente com tal opinião,tende a adota-la isso graças a vivência em grupo.O grande problema,é quando valendo de tal convicção essas quando adultas assumem uma ‘’lei’’ paralela,a qual além de criminal leva inocentes a punição.

Outrossim,é válido salientar que o modelo tradicional de ensino brasileiro contribui com perpetuação da chamada justiça com as próprias mãos.Nesse sentido,de acordo com o intelectual Paulo Freire,‘‘se a educação sozinha não transforma a sociedade,sem ela tam pouco a sociedade muda’’.Nessa perspectiva,é dever uma abordagem escolar que desencorage o uso da violência para mediar conflitos e solucionar injustiças,no entanto inúmeras instituições limitam-se a sistemas padrões de conteúdos,ou seja,ciências naturais,humanas,linguagens e matemática,as quais indubitavelmente façam-se importantes suprimem a abordagem interna de atitudes errôneas insentivadas em muitos lares.

Infere-se,portanto,que a incidência da justiça com as próprias mãos no Brasil,tornou-se um problema cultural sustentado por noções familiares e ambientes de ensino restringidos as disciplinas pedagógicas.Dessarte,cabe,às prefeituras importante agente político e social próximo aos cidadãos,usando parte do fisco municipal,repasses federais e estaduais,atuar a curto e longo prazo.De imediato,em parceria com as escolas públicas e privadas locais,promover trimestralmente palestas entre alunos,pais,criminalistas e ongs que cuidam da preservação dos direitos humanos,para discutir e sanar dúvidas sobre a questão judiciária do país,evidenciando que embora o sitema possua falhas,tribunais do crime não devem ser usados,haja vista suas consequências.Mais adiante,por meio dos recursos fianceiros já mencionados,contruir centros com advogados públicos especializados em condenações em segunda instância-a partir de 2016 réu condenado nessa instância começa a cumprir penas-,o que vai diminuir o sentimento de que vivemos em nação onde a lei não existe.