A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 03/08/2021
No filme norte americano “John Wick” estrelado por Keanu Reeves retrata a história do personagem John Wick que, ao ter sua casa invadida e seu cachorro assasinado, ele se vê insatisfeito já que nenhuma medida foi tomada e então, sai em busca dos criminosos com o propósito de tomar suas próprias medidas se vingando dos mesmos, algo que não se distancia de nossa realidade e vemos bastante em nosso cotidiano. Diante dessa perspectiva, casos como esse ocorrem com frequência no Brasil devido ao impulso causado pelo imediatismo e a má influência midíatica diante da problemática.
Em primeira análise vale ressaltar que o imediatismo é um dos desafios para a resolução do problema, visto que muitos indíviduos ao notarem que a justiça não se fez por feita, ficam cegos a tal repercussão e procuram aplicar o famoso ditado do Código de Hamurabi “olho por olho, dente por dente” onde o cidadão é punido conforme o que praticou, levando o mesmo a praticar tal atitude por meio de ameaças físicas ou verbais, agressões e até ao homícidio, resultando em uma piora do caso. Tais ações levam ao descaso com a decisão tomada pelo poder do ministério da justiça sendo ele muitas vezes justo ou injusto, já que nossas leis judiciárias em certas situações, apresenta falhas em seus métodos de punimento.
Em segunda análise, a má influência midíatica agrava ainda mais a problemática na forma como abordam e promovem a prática da justiça com as próprias mãos. Muitos filmes e séries discorrem do tema como algo natural onde não haverão consequências futuras aos personagens, tal como muitos “posts” nas redes sociais mostram que a opinião pública, sendo ela positiva como negativa à respeito do assunto, possuem grande impacto na comunidade quando os cidadãos se deixam levar pela perspectiva alheia e acabam se tornando um indivíduo facilmente manipulável que resultantemente, desconstrói seu poder de possuir uma opinião prória e consequentemente se torna parte de uma população que apenas acredita naquilo que lhe convém ser julgado como correto.
Por isso, faz-se então necessária uma intervenção pontual do problema. Cabe esse dever ao Estado para que procurem aplicar punições mais justas que se apliquem de forma como tal fato foi acometido e que o lado prejudicado possa ser devidamente beneficiado afim de que não procure resolucionar o caso com suas próprias mãos, tal que as escolas também podem ajudar na resolução da problemática procurando formar indivíduos com opiniões próprias através de estudos mais aprofundados em matérias como Sociologia e Filosofia para que não se tornem parte do efeito “rebanho”. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora na questão que tange a cultura da prática da justiça com as prórias mãos no Brasil e possamos construir um país melhor para todos.