A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 10/02/2018
De acordo com o filósofo Aristóteles, a base da sociedade é a justiça. Desse modo, percebe-se que a população, revoltada com a falta de segurança pública e falha no sistema jurídico, reage ilegalmente, fazendo a justiça com as próprias mãos. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados, como o descaso do sistema judiciário brasileiro e o retrocesso da sociedade ao agir com as próprias mãos.
Em primeira análise, cabe pontuar que há um desprezo em relação ao sistema jurídico no Brasil. A morosidade do julgamento dos casos que lhes são encaminhados e penalidades mínimas aos detentos são exemplos do descaso. Em razão disso, a sociedade desacredita, e encontra solução assumindo o papel da polícia e da justiça. No entanto, essa prática é um crime e não contribui em nada na ordem social.
Além disso, convém frisar que é um regresso por parte da população ao punir o próximo com as próprias sentenças. Uma prova disso está na Grécia antiga, onde revigorava a Lei do Talião, em que os primórdios faziam a justiça com o lema: “olho por olho e dente por dente”.
Portanto, fica evidente que medidas são necessárias para resolver esse impasse. É preciso que a sociedade fiscalize e reivindique aos governantes melhorias na área da segurança pública e no sistema judiciário, através de manifestações. Além disso, é inadmissível que a população ache comum praticar a justiça com sua leis.