A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 11/02/2018

Justiça violenta não é justiça

Há alguns anos, a sociedade vem se deparando cada vez mais com noticias sobre a pratica de crimes; onde muitos terminam com a morte da vitima, ou graves consequências. E grande parte desses delitos ocorrem em razão da ineficiência da policia, por diversos fatores que vão além da vontade dos policiais. E a crescente violência causa o sentimento de inconformismo na população, bem como o desejo de punição aos criminosos. Grande parte dos cidadãos tem ciência de que a pratica de justiça com as próprias mãos é errado, e evita a prática, mas há quem siga pelo caminho oposto.

Embora tenha noção de que tal prática é repudiada pela legislação pátria, grupos de justiça vem sendo criados por cidadãos que não aguentam mais ser vitimas da criminalidade. Essas pessoas justificam seus atos pela falta da policia no fornecimento de segurança publica e combate ao crime. Além de estarem cansados de ser vitimas da violência, e esperar que a proteção venha daquele que não tem mais condições de oferecer, ou seja, a policia.

É inegável que todo cidadão que foi vitima de qualquer crime desejou fazer justiça com as próprias mãos, punir quem o fez mal. É algo inerente à natureza do homem, e cabe a ele controlar os instintos que implicam em comportamentos repudiados pelo senso comum. E de certo, é algo que exige muita disciplina quando se vive num país onde a população tem o sentimento de que a criminalidade já tomou conta de tudo, e que a policia já não é mais capaz de combater. Por isso há quem defenda a prática de justiça com as próprias mãos.

Mas, combater a violência com mais violência não é o meio mais eficaz para reduzir as altas taxas de criminalidade que são noticiadas com frequência. O próprio Código Penal define que a pratica de justiça com as próprias mãos é crime, exceto quando restar comprovada a hipótese de legitima defesa. É preciso que se confie na policia, e crer que existem policiais em quantidade suficiente para tal combate.

Ademais, querer fazer justiça com o uso de violência seria o mesmo que tapar o sol com a peneira, pois ainda que houvesse o senso de justiça, haveria também a incitação da violência como forma de combater o crime. E por consequência, retrocesso na evolução da sociedade.

Para que a sociedade possa se sentir segura novamente, e ter a taxa de criminalidade reduzida, é preciso que o sistema prisional seja reformulado para que ocorra a ressocialização do detendo; que seja aplicada a politica de “tolerância zero” e não permitir que nenhum policial seja conivente com o crime. Além de o Estado aumentar o policiamento efetivo nas ruas, bem como oferecer reais condições de trabalho e remuneração adequada. Para assim restabelecer a ordem social e segurança.