A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 07/02/2018
Na Idade Média, o povoado reagia, diante da impunidade da coroa, com violência e ataques entre si como forma de resolver problemas e vingar seus princípios. Atualmente, é comum a sociedade apropriar-se do mesmo método de justiça com as próprias mãos para inibir o sentimento de impotência e medo dos agressores.
Nas favelas do Brasil, moradores e traficantes convivem diariamente em conflitos internos que terminam em agressões, sequelas e até mortes. A situação só é concretizada pela revolta dos agredidos com os ataques, quase que diários de, assalto, estupro e violência contra mulher ocorrentes sem punição severa do Estado.
Além disso, a justiça no país é tardia, o que motiva a sociedade a reagir agressivamente perante momentos de medo, raiva e angústia, pelo qual os agressores obrigam-na a viver. Um exemplo é o linchamento em locais públicos, em que os ofendidos espancam, cospem, maltratam e humilham os ofensores na frente de várias pessoas e expõe o ocorrido até em redes sociais.
Dianto do exposto, os governos Federais e Estaduais deveriam investir em aumento dos efetivos e criação de novos postos de policiamento tranquilizando os indivíduos desses locais. Como também, o Poder Judiciário agilizar a conclusão dos processos criminais que se encontram em aberto melhorando o atendimento da demanda de casos que chegam aos Fóruns todos os dias.